domingo, julho 24, 2005

"Mau tempo não dá direito a indemnizações"

"Há dias, o furacão Emily apanhou de surpresa centenas de portugueses que gozavam férias em Cancún, no México. Antes tinha sido o Dennis. O ano passado, segundo um relatório do grupo Swiss Re, os furacões causaram as maiores perdas de sempre nos Estados Unidos e nas Caraíbas, uma das principais regiões escolhidas pelos turistas portugueses. Muitos vêem, por isso, as férias estragadas pela meteorologia. Será possível evitar o incómodo? Pinto Lopes, vice-presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagem e Turismo (APAVT), assegura que a culpa não é dos operadores. 'A altura dos furacões é em finais de Setembro. O custo, a chatice e a preocupação que situações destas provocam não nos interessa', assegura o dirigente da APAVT. 'As pessoas tem conhecimento através da net que estas coisas acontecem. Não é esse o nosso papel', alega. José Antunes, director da Mundo Vip, o maior operador de viagens nacional, concorda: 'Não vendemos tempo, vendemos viagens. Temos um avião semanal para Cuba todos os sábados e interromper a operação pode custar 150 mil euros'. Ana Tapadinhas, jurista da Deco, explica que, como se trata de um caso de força maior, 'os turistas não têm direito a indemnizações'. Só aos incómodos." (As hiperligações foram acrescentadas / Mariana Oliveira, Público, 24/07/2005)