"TAP pondera pedir compensações ao aeroporto pelos atrasos nas bagagens"
"A TAP está a estudar um eventual pedido de compensações à ANA-Aeroportos de Portugal, operadora da maioria dos aeroportos portugueses, e a outras empresas envolvidas nas operações, devido às indemnizações que teve de pagar por bagagens 'perdidas' de passageiros na Portela, no início deste mês.
'Estes 15 dias foram piores do que o primeiro semestre inteiro', admite o porta-voz da companhia portuguesa, António Monteiro, que afirma que ainda não foram quantificadas as perdas para a transportadora.
Na origem deste descalabro esteve a falta de capacidade do sistema automático de tratamento de bagagens, face ao aumento do número de passageiros em Lisboa, complicada pelos atrasos e cancelamentos dos voos para Londres após dia 10.
No dia que se seguiu à descoberta dos planos de fazer explodir aviões entre o Reino Unido e os Estados Unidos da América, no aeroporto da Portela foram dadas como 'perdidas' entre 2500 a 3000 malas de viagem, indicou por seu turno Maria João Azevedo, directora de marketing e comunicação institucional da Groundforce, uma das empresas de serviços de assistência em escala nos aeroportos portugueses.
Como as pessoas não conheciam ainda as novas regras de segurança - que impedem o transporte de líquidos na bagagem de mão, por exemplo - o check in acabou por sofrer atrasos consideráveis. Como as companhias aéreas não queriam atrasar demasiado os voos, os aviões acabavam por descolar sem todos os pertences dos passageiros.
De acordo com as regras internacionais de transporte aéreo, os prejuízos causados pela destruição, avaria, perda ou atraso na chegada da bagagem dão direito a uma indemnização que pode ir até ao máximo de 1000 DSE (direitos de saque especiais, que equivalem a cerca de 1200 euros), a ser paga pela transportadora.
A situação foi generalizada em toda a Europa - só em Londres, existiriam cerca de 20.000 malas de viagem perdidas na semana passada - mas em Lisboa teve uma agravante: 'O sistema do terminal de bagagens entrou em colapso, devido à falta de capacidade', lembra por seu turno António Monteiro, porta-voz da TAP.
Esta situação foi confirmada na semana passada pelo porta-voz da ANA, Rui Oliveira - com quem ontem não foi possível falar - segundo o qual 'o aeroporto está pelas costuras'. No âmbito do plano de expansão do aeroporto de Lisboa, cujo custo total previsto é de 340 milhões de euros, está previsto um novo terminal de bagagens a entrar em actividade antes do final deste ano.
As situações de atrasos e de extravio de malas de viagem só agora estão em vias de se normalizar, de acordo com os responsáveis da TAP e da Groundforce. 'As pessoas vão estando mais informadas sobre as novas regras', afirma Maria João Azevedo.
Problemas não são de agora
Os problemas com as malas de viagem dos passageiros não são, todavia, recentes. Já no segundo trimestre deste ano, a TAP foi das companhias que mais bagagens perdeu em comparação com as principais congéneres europeias, de acordo com uma informação divulgada recentemente pela Associação Europeia de Companhias Aéreas.
Por cada mil passageiros da transportadora, entre Abril e Junho, não seguiram no mesmo voo 16,4 bagagens - pior do que a média das 22 companhias inseridas neste inquérito, de 13,3 bagagens por cada mil passageiros. Piores estiveram a alemã Lufthansa e a British Airways." (Inês Sequeira - Público, 22/08/2006)
'Estes 15 dias foram piores do que o primeiro semestre inteiro', admite o porta-voz da companhia portuguesa, António Monteiro, que afirma que ainda não foram quantificadas as perdas para a transportadora.
Na origem deste descalabro esteve a falta de capacidade do sistema automático de tratamento de bagagens, face ao aumento do número de passageiros em Lisboa, complicada pelos atrasos e cancelamentos dos voos para Londres após dia 10.
No dia que se seguiu à descoberta dos planos de fazer explodir aviões entre o Reino Unido e os Estados Unidos da América, no aeroporto da Portela foram dadas como 'perdidas' entre 2500 a 3000 malas de viagem, indicou por seu turno Maria João Azevedo, directora de marketing e comunicação institucional da Groundforce, uma das empresas de serviços de assistência em escala nos aeroportos portugueses.
Como as pessoas não conheciam ainda as novas regras de segurança - que impedem o transporte de líquidos na bagagem de mão, por exemplo - o check in acabou por sofrer atrasos consideráveis. Como as companhias aéreas não queriam atrasar demasiado os voos, os aviões acabavam por descolar sem todos os pertences dos passageiros.
De acordo com as regras internacionais de transporte aéreo, os prejuízos causados pela destruição, avaria, perda ou atraso na chegada da bagagem dão direito a uma indemnização que pode ir até ao máximo de 1000 DSE (direitos de saque especiais, que equivalem a cerca de 1200 euros), a ser paga pela transportadora.
A situação foi generalizada em toda a Europa - só em Londres, existiriam cerca de 20.000 malas de viagem perdidas na semana passada - mas em Lisboa teve uma agravante: 'O sistema do terminal de bagagens entrou em colapso, devido à falta de capacidade', lembra por seu turno António Monteiro, porta-voz da TAP.
Esta situação foi confirmada na semana passada pelo porta-voz da ANA, Rui Oliveira - com quem ontem não foi possível falar - segundo o qual 'o aeroporto está pelas costuras'. No âmbito do plano de expansão do aeroporto de Lisboa, cujo custo total previsto é de 340 milhões de euros, está previsto um novo terminal de bagagens a entrar em actividade antes do final deste ano.
As situações de atrasos e de extravio de malas de viagem só agora estão em vias de se normalizar, de acordo com os responsáveis da TAP e da Groundforce. 'As pessoas vão estando mais informadas sobre as novas regras', afirma Maria João Azevedo.
Problemas não são de agora
Os problemas com as malas de viagem dos passageiros não são, todavia, recentes. Já no segundo trimestre deste ano, a TAP foi das companhias que mais bagagens perdeu em comparação com as principais congéneres europeias, de acordo com uma informação divulgada recentemente pela Associação Europeia de Companhias Aéreas.
Por cada mil passageiros da transportadora, entre Abril e Junho, não seguiram no mesmo voo 16,4 bagagens - pior do que a média das 22 companhias inseridas neste inquérito, de 13,3 bagagens por cada mil passageiros. Piores estiveram a alemã Lufthansa e a British Airways." (Inês Sequeira - Público, 22/08/2006)
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