"Governo quer aumentar os voos Lisboa/Rússia e agilizar a concessão de vistos a turistas"
"A Confederação do Turismo de Portugal (CTP) não foi ouvida nem tinha conhecimento da preparação de um protocolo de cooperação entre Portugal e a Rússia nesta área. O protocolo, cujo objectivo é aumentar o número de voos directos para Lisboa e agilizar a concessão de vistos, foi anteontem anunciado como estando pronto e será assinado por ocasião da visita do primeiro-ministro russo a Portugal, nos dias 9 e 10 de Novembro.
'Não sei os termos do acordo', disse aos jornalistas o presidente da CTP, Atílio Forte, que teve conhecimento da existência do protocolo pelos seus homólogos russos com quem esteve reunido pouco antes de o ministro da Economia, Manuel Pinho, anunciar o documento e a sua assinatura para breve.
O turismo foi, aliás, considerado um 'sector estratégico' nas relações entre os dois países pelo ministro português, na conferência de imprensa que se seguiu à reunião da comissão mista de cooperação económica e técnico. 'Há condições para que o número de turistas russos aumente num futuro próximo', afirmou Pinho, explicando que para isso é 'fundamental aumentar o fluxo de transporte'. Um dos pontos do protocolo será permitir a realização de mais voos semanais entre Lisboa e Moscovo (actualmente só há um, operado por uma companhia russa).
Outro ponto deverá permitir 'encurtar o tempo necessários para os vistos', disse o ministro mais tarde aos jornalistas portugueses.
Atílio Forte sublinha 'a importância do acordo' e anuncia que, até ao fim de 2006, vai ser realizado um workshop para 'pôr empresários portugueses e russos em contacto'. Mas não deixa de referir: 'É importante nestas missões o envolvimento ao mais alto nível do Governo, mas depois quem anima o mercado são os agentes económicos.' 'Os políticos têm importância para fazer estas viagens e abrir portas, mas depois é preciso alguém que faça a ligação à terra', acrescenta.
'Portugal não pode crescer muito mais em número de turistas. Temos sobretudo de ser selectivos', defende Atílio Forte. Quanto aos turistas russos, o seu número para Portugal só pode crescer 'havendo capacidade de transporte e de divulgação no mercado russo'. O que leva a uma velha reivindicação da CTP: que o turismo e transportes estejam juntos sob a mesma tutela ministerial 'porque a primeira questão é sempre como chegar'
Essa foi a questão com que foram defrontados dois dos poucos empresários que integraram a comitiva de Manuel Pinho na deslocação à Rússia (a maior parte era comitiva oficial e representantes de associações empresariais). Jorge Armindo, da Amorim Turismo, e Mário Ferreira, da Douro Azul, vieram vender o seu produto, mas foram confrontados com uma situação no campo dos transportes que faz com que um turista russo demore cinco horas a chegar ao Dubai, mas possa demorar 10 a chegar a Lisboa.
Ontem, já sem Manuel Pinho na comitiva, vários representantes das associações portuguesas tiveram encontros na Câmara de Comércio de São Petersburgo." (Eunice Lourenço - Público, 23/10/2005)
'Não sei os termos do acordo', disse aos jornalistas o presidente da CTP, Atílio Forte, que teve conhecimento da existência do protocolo pelos seus homólogos russos com quem esteve reunido pouco antes de o ministro da Economia, Manuel Pinho, anunciar o documento e a sua assinatura para breve.
O turismo foi, aliás, considerado um 'sector estratégico' nas relações entre os dois países pelo ministro português, na conferência de imprensa que se seguiu à reunião da comissão mista de cooperação económica e técnico. 'Há condições para que o número de turistas russos aumente num futuro próximo', afirmou Pinho, explicando que para isso é 'fundamental aumentar o fluxo de transporte'. Um dos pontos do protocolo será permitir a realização de mais voos semanais entre Lisboa e Moscovo (actualmente só há um, operado por uma companhia russa).
Outro ponto deverá permitir 'encurtar o tempo necessários para os vistos', disse o ministro mais tarde aos jornalistas portugueses.
Atílio Forte sublinha 'a importância do acordo' e anuncia que, até ao fim de 2006, vai ser realizado um workshop para 'pôr empresários portugueses e russos em contacto'. Mas não deixa de referir: 'É importante nestas missões o envolvimento ao mais alto nível do Governo, mas depois quem anima o mercado são os agentes económicos.' 'Os políticos têm importância para fazer estas viagens e abrir portas, mas depois é preciso alguém que faça a ligação à terra', acrescenta.
'Portugal não pode crescer muito mais em número de turistas. Temos sobretudo de ser selectivos', defende Atílio Forte. Quanto aos turistas russos, o seu número para Portugal só pode crescer 'havendo capacidade de transporte e de divulgação no mercado russo'. O que leva a uma velha reivindicação da CTP: que o turismo e transportes estejam juntos sob a mesma tutela ministerial 'porque a primeira questão é sempre como chegar'
Essa foi a questão com que foram defrontados dois dos poucos empresários que integraram a comitiva de Manuel Pinho na deslocação à Rússia (a maior parte era comitiva oficial e representantes de associações empresariais). Jorge Armindo, da Amorim Turismo, e Mário Ferreira, da Douro Azul, vieram vender o seu produto, mas foram confrontados com uma situação no campo dos transportes que faz com que um turista russo demore cinco horas a chegar ao Dubai, mas possa demorar 10 a chegar a Lisboa.
Ontem, já sem Manuel Pinho na comitiva, vários representantes das associações portuguesas tiveram encontros na Câmara de Comércio de São Petersburgo." (Eunice Lourenço - Público, 23/10/2005)

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