quarta-feira, fevereiro 22, 2006

"Singapura e Emirados vão ter portos espaciais"

"A empresa Space Adventures, que colocou em órbita os primeiros três turistas espaciais, vai criar um porto espacial em Singapura e outro nos Emirados Árabes Unidos. O objectivo é começar a comercializar voos suborbitais, em que os viajantes poderão ter a experiência de passar alguns minutos em microgravidade.
Cada porto espacial custará cerca de 96 milhões de euros (115 milhões de dólares). 'Os países começam a aperceber-se das enormes potencialidades económicas do turismo espacial. Só para os voos suborbitais, estima-se que o mercado valha mil milhões de dólares (839 milhões de euros) por ano', diz Eric Anderson, o presidente da empresa, citado num comunicado da Space Adventures. Mas, por ora, a empresa ainda não conseguiu reunir todo o dinheiro necessário: está à procura de investidores.
A Space Adventures, no entanto, tem já prometidos 12.600 milhões de euros pelo príncipe Saud Bin Saqr Al Qasimi, dos Emirados Árabes Unidos, não só para o porto espacial como para construir uma frota de naves para turistas.
Até agora, os turistas espaciais viajaram até à Estação Espacial Internacional e a estação orbital russa Mir (que foi desactivada há cinco anos, caindo no oceano Pacífico) em naves Soiuz russas, e pagando a módica quantia de 20 milhões de dólares. Mas, para lançar este mercado em força, a empresa propõe-se também construir naves capazes de fazer voos suborbitais, que partiriam destas instalações em Singapura e nos Emirados.
Para desenvolver estas naves, a Space Adventures conta com a Myasischev, uma empresa russa que tem apostado na concepção de novas naves. A Explorer, como se chamará a nova nave, deverá ter capacidade para cinco pessoas.
Os voos subiriam até 100 quilómetros de altitude, mas não atingiriam a velocidade necessária para se colocarem em órbita em torno da Terra. Mesmo assim, esta viagem seria suficiente para ter períodos de cinco minutos de quase ausência de gravidade, flutuando nas naves, enquanto se vê a Terra lá em baixo e a linha curva do horizonte.
Mas quanto deverá custar esta experiência suborbital ainda não foi revelado." (Clara Barata - Público, 22/02/2006)