"Autoridade Alimentar detecta irregularidades em 12 restaurantes do distrito de Lisboa"
"Os inspectores da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) encontraram irregularidades em 12 dos 13 estabelecimentos de restauração ontem fiscalizados na região de Lisboa. Um deles foi encerrado por falta de licenciamento.
A Operação Baco foi levada a cabo por 34 brigadas, envolvendo um total de 70 elementos, que centraram a sua acção em seis concelhos do distrito de Lisboa (Sintra, Mafra, Loures, Odivelas, Oeiras e Lisboa). Peritos veterinários apoiaram o trabalho de campo, intervindo sempre que as situações encontradas exigissem a sua presença. As brigadas foram reforçadas com técnicos vindos de vários pontos do país, de modo a assegurar uma cobertura integral de todos os aspectos relacionados com o objectivo da operação.
Aquilo que se pretendia dos inspectores foi-lhes explicado ao começo da tarde de ontem por Lurdes Gonçalves, directora regional de Lisboa e Vale do Tejo da ASAE: verificar as condições de licenciamento e de laboração dos estabelecimentos, inspeccionar o modo de acondicionamento e armazenamento dos alimentos e o estado de higiene e salubridade geral dos locais visitados. Entre as infracções detectadas, estão quatro por falta de asseio e higiene, uma por ausência de livro de reclamações, quatro por falta de requisitos, outra por falta de rotulagem e outra por apresentação de azeite em embalagem inadequada. Foram apreendidos géneros alimentícios em sete estabelecimentos.
Uma das brigadas, composta pelos inspectores João Branco, Lisboa Morais e Manuel Portelinha (este vindo de Coimbra), e pela engenheira alimentar Ana Lopes, foi acompanhada pelo PÚBLICO no concelho de Loures, onde visitou um restaurante em Frielas.
Falta livro de reclamações
As câmaras de congelação e refrigeração de alimentos mereceram atenção particular. As condições de armazenamento de alimentos frescos também foram inspeccionadas. Ao proprietário, presente durante a inspecção, foi solicitada documentação relacionada com o licenciamento do estabelecimento, planos de desinfestação do restaurante e programas de formação dos manipuladores dos alimentos.
O estado dos óleos de fritar era bom, não se justificando a utilização do reagente que permite classificar o grau de saturação do óleo. Em contrapartida, foi constatada a ausência em lugar bem visível, como estabelece a lei, da informação sobre a existência de livro de reclamações. O mesmo se verificava em relação ao aviso de proibição de venda de bebidas alcoólicas a menores. Na câmara de congelação foram encontrados produtos confeccionados no restaurante (rissóis, hambúrgueres, chocos, além de pão congelado e couve cortada) não consumidos, o que é legalmente proibido e obriga à sua destruição. Um veterinário que se deslocou ao local confirmou a irregularidade, embora os produtos estivessem em bom estado de conservação.
'Já vimos restaurantes muito piores', admitiu João Branco, que mencionou o espírito de colaboração do proprietário. Ana Lopes referiu que 'há falta de higiene em alguns locais de produção e falhas técnico-funcionais'. Citou, a título de exemplo, a existência de lâmpadas desprotegidas, utensílios de limpeza à vista e sujos, materiais de vestuário dos trabalhadores não higienizados.
Os inspectores levantaram os autos sobre as infracções encontradas, que serão objecto de aplicação de coimas. José Gaspar, o proprietário do restaurante, admitiu que é 'constrangedor ver tanta gente ao mesmo tempo a verificar tudo'. Mas considerou 'positivo que seja tudo fiscalizado de uma só vez', desde que isso seja feito 'com espírito construtivo e para ajudar a melhorar as coisas'." (Carlos Pessoa - Público, 11/03/2006)
A Operação Baco foi levada a cabo por 34 brigadas, envolvendo um total de 70 elementos, que centraram a sua acção em seis concelhos do distrito de Lisboa (Sintra, Mafra, Loures, Odivelas, Oeiras e Lisboa). Peritos veterinários apoiaram o trabalho de campo, intervindo sempre que as situações encontradas exigissem a sua presença. As brigadas foram reforçadas com técnicos vindos de vários pontos do país, de modo a assegurar uma cobertura integral de todos os aspectos relacionados com o objectivo da operação.
Aquilo que se pretendia dos inspectores foi-lhes explicado ao começo da tarde de ontem por Lurdes Gonçalves, directora regional de Lisboa e Vale do Tejo da ASAE: verificar as condições de licenciamento e de laboração dos estabelecimentos, inspeccionar o modo de acondicionamento e armazenamento dos alimentos e o estado de higiene e salubridade geral dos locais visitados. Entre as infracções detectadas, estão quatro por falta de asseio e higiene, uma por ausência de livro de reclamações, quatro por falta de requisitos, outra por falta de rotulagem e outra por apresentação de azeite em embalagem inadequada. Foram apreendidos géneros alimentícios em sete estabelecimentos.
Uma das brigadas, composta pelos inspectores João Branco, Lisboa Morais e Manuel Portelinha (este vindo de Coimbra), e pela engenheira alimentar Ana Lopes, foi acompanhada pelo PÚBLICO no concelho de Loures, onde visitou um restaurante em Frielas.
Falta livro de reclamações
As câmaras de congelação e refrigeração de alimentos mereceram atenção particular. As condições de armazenamento de alimentos frescos também foram inspeccionadas. Ao proprietário, presente durante a inspecção, foi solicitada documentação relacionada com o licenciamento do estabelecimento, planos de desinfestação do restaurante e programas de formação dos manipuladores dos alimentos.
O estado dos óleos de fritar era bom, não se justificando a utilização do reagente que permite classificar o grau de saturação do óleo. Em contrapartida, foi constatada a ausência em lugar bem visível, como estabelece a lei, da informação sobre a existência de livro de reclamações. O mesmo se verificava em relação ao aviso de proibição de venda de bebidas alcoólicas a menores. Na câmara de congelação foram encontrados produtos confeccionados no restaurante (rissóis, hambúrgueres, chocos, além de pão congelado e couve cortada) não consumidos, o que é legalmente proibido e obriga à sua destruição. Um veterinário que se deslocou ao local confirmou a irregularidade, embora os produtos estivessem em bom estado de conservação.
'Já vimos restaurantes muito piores', admitiu João Branco, que mencionou o espírito de colaboração do proprietário. Ana Lopes referiu que 'há falta de higiene em alguns locais de produção e falhas técnico-funcionais'. Citou, a título de exemplo, a existência de lâmpadas desprotegidas, utensílios de limpeza à vista e sujos, materiais de vestuário dos trabalhadores não higienizados.
Os inspectores levantaram os autos sobre as infracções encontradas, que serão objecto de aplicação de coimas. José Gaspar, o proprietário do restaurante, admitiu que é 'constrangedor ver tanta gente ao mesmo tempo a verificar tudo'. Mas considerou 'positivo que seja tudo fiscalizado de uma só vez', desde que isso seja feito 'com espírito construtivo e para ajudar a melhorar as coisas'." (Carlos Pessoa - Público, 11/03/2006)
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